...E O VENTO LEVOU | O Filme Mais Famoso de Todos os Tempos

Símbolo máximo do filme romântico, duelo entre o cinismo do galã e o mau-caratismo da mocinha, ...E o Vento Levou estreia em nosso canal no Emby, e nesta postagem, mostramos tudo o que aconteceu por trás das câmaras, antes das primeiras cenas serem rodadas.

David O. Selzinick prometera ao pai, Lewis J., que um dia recuperaria o prestígio do seu pai no mundo do Cinema, abalado pela falência da Select Pictures, antiga companhia da família. Para tal, teve de passar por vários estágios dentro dos estúdios hollywoodanos, até chegar à formação de sua própria empresa, a Selzinick Intertational, surgida em 1935. As primeiras fitas da nova firma refletiam a preferência do produtor por adaptações literárias, detectada desde os tempos em que trabalhava na Metro e assim não constituiu surpresa quando adquiriu, em meados de 1936, por 50.000 dólares, os direitos da novela Gone With the Wind, de Margaret Mitchell, antes mesmo dela se tornar um êxito de vendas. A história tinha sido oferecida a Kay Brown, chefe do escritório de Selzinick em Nova York, por Annie Laurie Williams, agente literário da Editora MacMillan e só foi aceita após certa hesitação, motivada pelo tema (a Guerra Civil geralmente não garantia boas bilheterias) e pela própria grandiosidade do projeto.


Imediatamente, Selzinick contratou o consagrado escritor Sidney Howard para condensar as 1.037 páginas do caudaloso best seller, detentor do Prêmio Pulitzer de 1937. Outros membros vieram compor a equipe: o diretor George Cukor, amigo pessoal e homem de confiança de Selzinick, e o desenhista de produção William Cameron Menzies. Foram estes os principais responsáveis pela planificação do filme.


A ESCOLHA DO ELENCO


Paralelamente, Selzinick imaginava quem poderia interpretar os papéis centrais.

Para Rhett Butler, o personagem que arrebatava os corações femininos da América, ele pensou inicialmente em Gary Cooper, Ronald Colman e Errol Flynn, enquanto Basil Rathbone era o preferido de Margaret Mitchell (e não Groucho Marx, como foi jocosamente divulgado); mas o escolhido do público era mesmo Clark Gable.


No lugar de Ashley Wilkes, Selzinick tinha apenas um ator em mente, Leslie Howard (embora Melvyn Douglas e Jeffrey Lynn tivessem feito testes e Ray Milland Lew Ayres chegassem a ser cogitados). Howard só aceitou o encargo quando lhe foi assegurada uma participação mais criativa como produtor associado em Intermezzo, a Love Story.

A contratação de uma atriz para Melanie não tardou, pois Olivia de Havilland logo ganhou o posto, sucedendo a Maureen O'Sullivan, Janet Gaynor, Marsh Hunt, Geraldine Fitzgerald, Prscilla Lane, Dorothy Jordan, Elizabeth Allan, Andrea Leeds, Frances Dee, Ann Shirley e a sua irmã Joan Fontaine na lista de candidatas.


Faltava apenas escolher a intérprete de Scarlett O'Hara. A primeira cogitada, Norma Shearer, recusou. A seguir, uma série infindável de estrelas (Bette Davis, Tallulah Bankhead, Paulette Goddard, Miriam Hopkins, Joan Crawford, Claudette Colbert, Margaret Sullavan, Carole Lombard, Jean Arthur, Loretta Young, Katharine Hepburn, Ann Sheridan, Joan Bennett), algumas novatas (Lucille Ball, Lana Turner, Susan Hayward e Doris Davenport) e centenas de desconhecidas (entre elas, Margaret Tallichet, futura esposa do diretor William Wyler, e Catherine Campbell, que viria a ser mãe de Patty Hears) figuraram nos planos.


A fim de conseguir Gable, Selzinick teve de entrar em acordo com seu então sogro Louis B. Mayer. A Metro cederia o astro, entraria com uma participação de metade dos 2 milhões e 500 mil dólares previstos para a realização (que em seu total acabou custando 4 milhões e 250 mil dólares), seria responsável pela distribuição e receberia 50% dos lucros. Em 1944, a marca do leão adquiriu direitos totais sobre o filme e Selzinick deve ter se arrependido amargamente porque, com os vários relançamentos, a fita tornou-se a "campeã de bilheteria de todos os tempos" (levando-se em conta o número de espectadores e o preço relativo dos ingressos).


AFINAL UMA SCARLETT

Finalmente,a 10 de dezembro de 1938, nos velhos estúdios da RKO-Pathé, em Culver City, as filmagens começaram, mas ainda não havia Scarlett O'Hara. Sob o comando de William Cameron Menzies, encenou-se, diante de sete câmaras Technicolor, a sequência do incêndio de Atlanta, onde se utilizaram antigos cenários (de King Kong, O Rei dos Reis, Jardim de Alah, etc), disfarçados com fachadas falsas. A queima desocupou a área onde ergueram-se a mansão de Tara e a cidade de Atlanta. A imprensa e a sociedade local estavam presentes e Selzinick aguardava ansioso a vinda do irmão Myron, que chegou acompanhado do ator Laurence Olivier e sua namorada Vivien Leigh, uma jovem e promissora atriz inglesa. A apresentação de Vivien por Myron tornou-se célebre: Quero que conheça Scarlett O'Hara". A busca chegara ao fim.


OS VÁRIOS DIRETORES


Orientadas por George Cukor, as filmagens propriamente ditas iniciaram-se a 26 de janeiro de 1939, mas o cineasta só dirigiu cerva de 5% da fita, incluindo as seguintes cenas: a de abertura com Scarlett e os gêmeos Tarleton; Mammy amarrando o espartilho de Scarlett antes do churrasco; Rhett visitando Scarlett com o chapéu parisiense; Scarlett ajudando o parto de Melanie; Scarlett enfrentando o desertor nortista e, depois da guerra, sentada na escada ao lado de soldados sulistas sobreviventes dos campos de batalha. Cukor principiou também a sequencia do baile de Atlanta e nessa ocasião afastou-se da equipe. A respeito do fato, constam três versões das intromissões de Selzinick; houve divergências entre produtor e diretor com relação ao tom da narrativa, uma vez que Cukor, segundo suas características, imprimia estilo intimista, contrário à espetaculosidade desejada por Selzinick (este tinha pensado até convocar David Wark Griffith para prestar consultoria).


Visando agradar Clark Gable, Selzinick forneceu-lhe uma lista de nomes disponíveis: King Vidor, Jack Conway, Robert Z. Leonard e Victor Fleming. Sem vacilar, o galã optou por Fleming, que estava ocupado com O Mágico de Oz e teve de deixar as últimas duas semanas de trabalho aos cuidados de Vidor, responsável pela sequencia de Judy Garland cantando Over The Rainbow.


Victor Fleming dirigiu aproximadamente 45% do filme. À excessão da já citada passagem do chapéu francês, ele rodou toda a história principal envolvendo Reth sem Scarlett; as poucas cenas de Rheth sem Scarlett; o retorno de Scarlett a Tara; a declaração de amor de Scarlett a Ashley no barracão, a licença de Ashley; a colheita no campo de algodão; a morte de Melanie.

Em meados de abril, esgotado pelos aborrecimentos seguidos com Vivien Leight (que, a exemplo de Olivia De Havilland, ia ensaiar, em sigilo, na casa de Cukor) e insatisfeito com as reclamações de Selzinick, Fleming sofreu um colapso nervoso. Concluindo que o cineasta não reunia condições de prosseguir, o produtor convocou Sam Wood e, a 1º de maio, este iniciava seus 15% de participação no filme, com a sequencia em que Scarlett e Melanie saem da igreja em Atlanta e são abordadas na escadaria por Belle Watling. Seguiram-se a do período da Reconstrução; o casamento de Scarlett com Frank Kennedy; Scarlett na serraria; India Wilker surpreendendo Scarlett com Ashley; o aniversário de Melanie; as mulheres reunidas na sala de estar de Tia Pittypat, aguardando a volta dos maridos; a conversa de Melanie com Mammy sobre a vida na mansão dos Butler após a morte de Bunnie Blue.


Com o auxílio imprescindível de Cameron Menzies, Wood manteve a unidade visual do filme. A parceria foi tão bem sucedida que prosseguiria mais tarde em outras produções (Nossa Cidade/1940, Em Cada Coração um Pecado/1942, Ídolo, Amante e Herói/1942, Por Quem os Sinos Dobram/1944, Ivy, A História de uma Mulher/1947).


Quando Fleming recuperou-se e voltou, Selzinick conservou Wood e os astros passaram a ser mobilizados por cada um separadamente, em horas e sets diferentes.


Na segunda unidade funcionaram James Fitzpatrick (conhecido produtor de shorts da Metro), B. Reeves Eason, Chester Franklin e Cameron Menzies, que, além da sequencia do incêndio, filmou Scarlett e o pai em silhueta; Scarlett nas ruas de Atlanta, durante o bombardeio de Sherman e o retorno de Scarlett a Tara, após ser deixada por Reth nos limites da cidade, num total de 15% da realização. Entretanto, o mérito maior de Menzies foi tê-la planificado inteiramente, elaborando cada uma das suas quase 700 cenas em detalhados desenhos, que incluíam desde a concepção cenográfica atéa seleção de ângulos e movimentos de câmara. Eloquente exemplo de pioneirismo de Menzies neste campo é a sequencia em que Scarlett caminha entre os corpos dos sobreviventes da batalha de Gettysburg. A câmara acompanha a personagem num impressionante travelling aéreo, conseguido graças à utilização de um guindaste de 43 metros de altura, que rolava por uma rampa de cimento armado. Cerca de mil extras misturados com outros tantos bonecos de cera, contribuíam para a magnificência da tomada.

O restante, são efeitos especiais e transparência desenvolvidos por Jack Cosgrave, Lee Zavits e equipe. Muito da suntuosidade de diversas passagens do filme resultou dos truques de laboratório. Entretanto, apenas Fleming mereceu crédito pela direção, o que, curiosamente, acarretou-lhe certa antipatia, sobretudo por haver substituído Cukor.


O roteirista John Lee Mahin desmente que eles não se dessem bem: "Vic era um grande adminirador de Cukor, mas recebeu má publicidade por ...E O Vento Levou. Recordo-me dele dizer a alguém: "George poderia ter realizado um trabalho tão bom quanto o meu. Ele provavelmente faria melhor as cenas intimistas. Acho que me dei bastante bem com o material mais espetaculoso". Vic era muito justo. Eu o ouvi dizer isso várias vezes".


OS ROTEIRISTAS


O roteiro escrito por Sidney Howard sofreu sucessivas alterações por Oliver H. P. Garrett, Jo Swerling, John Van Druten e pelo renomado romancista F. Scott Fitzgerald, todos procurando cumprir as exigências do perfeccionista Selzinick, que lhes ordenava sobretudo, extrema fidelidade ao texto original. Com a demissão de Fitzgerald, o produtor continuou se servindo de vários roteiristas, que o ajudavam a reescrever o script, como John Balderston, Donald Ogden Stewart, John Lee Mahin, Edwin Justus Mayer, Winston Miller, Michael Foster, Charles MacArthur e, principalmente, Ben Hecht. Mas só o nome de Sidney Howard viria a figurar nos créditos, porque Selzinick acabou compreendendo ser dele a contribuição mais importante e, ao mesmo tempo, tencionava prestar-lhe uma homenagem póstuma (Howard falecera em agosto de 1939).


OS TÉCNICOS


Selzinick já havia patrocinado filmes em Technicolor (Jardim de Alá, Nasce uma Estrela, Nada é Sagrado, As Aventuras de Tom Sawyer) e estava convencido da eficiência do processo de três negativos monocromáticos. Pagando uma taxa adicional, obteve os serviços compulsórios de Natalie Kalmus, esposa do inventor da nova técnica como consultora, além do habitual cameraman especializado para atuar como assistente. Assim, Lee Garmes, o diretor de fotografia, teve a seu lado nos estúdios, Paul Hill, Wilfrid M. Cline e Ray Rennahan para aconselhá-lo na escolha de enquadramentos, filtros e iluminação e nos outros mistérios da cinegrafia a cores. Isto causou transtornos não apenas a Garmes como ao figurinista Walter Plunkett, o diretor de arte Lyle R. Wheeler e Joe Platt (responsável pelos interiores), obrigando o produtor a eleger Cameron Menzies como árbitro nas diferenças de opiniões entre eles e o pessoal da Tecnicolor.

"Trabalhei umas dez, doze semanas" afirma Garmes. "Usávamos um novo tipo e filme, com tons suaves, mas David estava acostumado a cores de cartão postal...Fotografei um terço da fita; cronologicamente, quase de tudo até o parto de Melanie, à excessão do fogo, rodado antes por Ray Rennahan".


As diferenças entre Selzinick e Garmes culminaram com a demissão deste em março de 1939. Substituiu-o Ernest Haller (o favorito de Bette Davis), que nunca havia experimentado a cor, mas se entendeu melhor com Rennahan e o produtor. Na versão feita para o relançamento em cópias de 70 milímetros e som estereofônico, em 1967, a Metro atenuou em laboratório as cores originais tentando "modernizá-las", e desrespeitando a notável contribuição dos citados fotógrafos.


A MÚSICA


Selzinick sempre admirou o compositor vienense Max Steiner, verdadeiro precursor da utilização de partituras sinfônicas como acompanhamento de diálogos, e a ele confiou o departamento musical do estúdio. Mas o insaciável apetite de Steiner não se satisfazia com as poucas realizações da Selzinick International e ele se transferiu para a Warner em 1936 (onde permaneceu até a aposentadoria em 1964, entre empréstimos a outras companhias). O ano de 1939 foi o mais ativo de sua carreira: ele criou nada menos que 12 partituras, inclusive a de ...E O Vento Levou, uma das mais longas já consebidas para um filme (apenas 30 dos 222 minutos não possuem comentário musical).

Cada personagem mereceu um tema, o mesmo acontecendo com os três relacionamentos amorosos, algumas canções sulistas e hinos patrióticos foram adicionados, mas predominante é o "Tema de Tara", motivo central da trama. Preocupado, Selzinivk pediu secretamente, a Franz Waxman que providenciasse um "score de segurança" para o caso de Steiner não completar a tarefa a tempo e sondou Herbert Stothart a respeito de uma possível colaboração. Este cometeu a indiscreção de se proclamar publicamente o novo compositor e Steiner, ao tomar conhecimento, apressou seu ritmo de trabalho.


PRONTO PARA A MONTAGEM


Em 1º de julho de 1939, terminaram as rodagens, e Selzinick tinha diante de si uma montanha de celulóide revelado, cerca de 60.000 metros de filmes, equivalente a 28 horas de projeção. Trancado dia e noite com o editor Hal C. Kern e seu assistente, James Newcom, o produtor montou a fita se consultar nenhum dos diretores que nela tomaram parte e ordenou a filmagem de cenas adicionais, como aquela em que Scarlett se esconde debaixo da ponte numa tempestade, enquanto uma tropa da união passa sobre a mesma. Sob o comando de Fleming, a cena de abertura foi uma vez mais encenada. A montagem final redundou em 4 horas e 25 minutos de projeção. Efetuaram-se novos cortes e o filme terminou com a duração de 3 horas e 42 minutos.


O LANÇAMENTO


A primeira apresentação ao público aconteceu em 12 de setembro de 1939, numa preview em Santa Barbara. Uma outra teve lugar em Riverside, alguns dias depois. Em ambas, uma resposta entusiástica dos espectadores. Mesmo assim, Selzinick resolveu começar a segunda parte com a marcha de Sherman através da Georgia e encomendou ao Departamento de Efeitos Especiais uma edição de trechos já filmados com efeitos sonoros de guerra.


Em novembro, o produtor convenceu o chefe da censura, Will Hays, a deixar passar a famosa frase final de Rhett Butler ("Frankly, my dear, I don't give a damn" - "Francamente, querida, eu pouco me importo"). A palavra damn era considerada pesada à época, mas, ao pagar uma multa de cinco mil dólares, Selzinick conseguiu sua liberação.

Organizada pelo diretor de publicidade do escritório de Nova York, Howard Dietz, a premiere teve lugar em Atlanta, na noite de 15 de dezembro de 1939, com a fachada do cinema Lowe's Grand decorada como a mansão de Twelve Oaks. Encorajado por Dietz, o Governador da Georgia, E. D. Rivers, tornou-se provavelmente o único a decretar feriado estadual em virtude do lançamento de um filme. Para não ficar atrás, o Prefeito de Atlanta, William B. Hartsfield programou três dias de festividades, substanciamente patrocinadas pela Metro. A imprensa estimou em um milhão o número de pessoas aglomeradas na cidade, então habitada por 300.000 cidadãos, no dia da estreia de ...E O Vento Levou.


O LANÇAMENTO NO BRASIL

No dia 12 de setembro de 1940, às 20h:45m, o filme foi lançado no Cine Metro do Rio (na ocasião só existia o da Rua do Passeio), numa avant-premiere de gala, sob o patrocínio da Sra. Darcy Vargas, em benefício da Cidade das Meninas.


Com os 1.400 lugares inteiramente ocupados, no único intervalo da sessão, às 23 horas, o príncipe D. João de Orleans e Bragança, auxiliado pelas Srtas. Perla Lucena e Maria da Penha Affonseca e pelo Sr. Carlos de Laet, coordenou o leilão de exemplares da obra de Margaret Mitchell, autografados pelos astros principais e em rica encadernação oferecida pela Casa Vallelle.


Na platéia, conforme um jornal da época, "a mais brilhante representação do nosso oficialíssimo Corpo Diplomáticoe a elite patriota", além do galã John Boles que, de passagem pela cidade, fez questão de participar da festa.


No mesmo dia, diretamente de Hollywood, numa transmissão da Hora do Brasil, servindo de locutor Luís Jatobá, Clark Gable, Vivien Leight e o produtor Selzinick saudaram D. Darcy e contaram alguns detalhes da filmagem.


Na sexta, 13, o filme iniciou sua exibição normal em sessões ao meio-dia, 16h e 20h, a preços variados de acordo com o dia e a hora do ingresso no cinema, permanecendo 8 semanas em cartaz.


Nas telas das outras salas de projeção do Rio, Minha Esposa Favorita, Carnaval em Veneza, Rival Sublime, A Bela Lillian Russel, Fogo nas Veias, Ultimo Encontro e Charlie Chan e o Estrangulador disputavam a preferência do público, mas nenhum conseguiu arrebatar multidões como ...E o Vento Levou.


FICHA TÉCNICA DO FILME


... E o Vento Levou

(Gone With the Wind, 1939)


DIREÇÃO: Victor Fleming, Sam Wood, George Cukor

ROTEIRO: Margaret Mitchell (romance), Sidney Howard (roteiro), Ben Hecht (contribuição - não creditado), Oliver H.P. Garrett (contribuição - não creditado), Jo Swerling (contribuição - não creditado), John Van Druten (contribuição - não creditado)

GÊNERO: Romance, Drama, Guerra

ORIGEM: Estados Unidos

DURAÇÃO: 238 minutos


ELENCO PRINCIPAL:

Vivien Leigh: Scarlett O'Hara

Clark Gable: Rhett Butler

Olivia de Havilland: Melanie Hamilton

Leslie Howard: Ashley Wilkes

Hattie McDaniel: Mammy

Butterfly McQueen: Prissy

Oscar Polk: Pork

Thomas Mitchell: Gerald O'Hara

Barbara O'Neil: Ellen O'Hara

Evelyn Keyes: Suellen O'Hara

Ann Rutherford: Carreen O'Hara

Carroll Nye: Frank Kennedy

Ona Munson: Belle Watling

Harry Davenport: Dr. Meade

Leona Roberts: Sra. Meade

Laura Hope Crews: Pittypat Hamilton

Jane Darwell: Sra. Merriwether

Ward Bond: Capitão Tom

Victor Jory: Jonas Wilkerson

Everett Brown: Big Sam

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Fontes: Revista Cinemin, IMDB e Wikipedia.

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