Galeria de Estrelas | INGRID BERGMAN

Atualizado: 21 de Out de 2019

Uma das maiores atrizes da Era de Ouro de Hollywood. Com sua beleza natural e despretensiosa e seu imenso talento de atriz, ela foi uma das figuras mais célebres da história do Cinema.

Filha única, Ingrid Bergman nasceu no dia 29 de agosto de 1915, em Estocolmo, capital da Suécia. Ficou órfã muito cedo: de mãe (a alemã Friedel Adler), aos dois anos, e de pai (o pintor e fotógrafo sueco Jusuts Bergman), ao doze. Morando com um tio e cinco primos, recebeu deles muito pouco encorajamento para seguir a carreira artística, mas, mesmo assim, passou nos exames de admissão para a Escola real de Teatro Dramático de Estocolmo, em 1933.

Ingrid Bergman aos 14 anos.

PRINCÍPIO DA CARREIRA


Em 1934, depois de algumas atuações em Teatro, foi contratada pela Svenksfilmindustri, a maior produtora sueca, onde fez seu primeiro filme: Munkbrogreven. Apesar de ser um pequeno papel, Ingrid foi notada por mais de um crítico. Em seguida, os filmes se sucederam. Só em 1935, foram três, sendo que o primeiro, Branningar, foi também seu primeiro papel principal.


Já em seu sexto filme, em 1936, Pá Solsidan, dirigido por Gustav Molander, que a dirigiu sete vezes, e segundo em que ela contracenava com Lars Hanson, célebre ator que já trabalhara com Greta Garbo em Gusta Berling Saga, na Suécia, e Mulher Divina (Divine Woman), nos Estados Unidos, Ingrid Bergman passava a ser a atriz mais querida dos suecos.

A atriz no início da carreira, ainda na Suécia.

Ainda em 1936, Ingrid fez o filme que a encaminhou definitivamente para Hollywood. Intermezzo, dirigido por Molander, foi elogiado pela música, pela história e pelas brilhantes interpretações.


Cinco filmes Ingrid faria, quatro na Suécia e um na Alemanha, antes de se transferir para a Selzinick International, em 1939.


PRIMEIRO CASAMENTO


Quando estudava na Escola de Teatro, em Estocolmo, Ingrid conheceu Peter Aron Lindstrom, simpático dentista, estudante de Medicina, dez anos mais velho que ela, que a encorajou no princípio de sua carreira e a quem ela pediu conselhos, antes de assinar seu primeiro contrato. Em 10 de julho de 1937, eles se casaram. E em 20 de setembro de 1938, nasceu Friedel Pia Lindstrim, que seria filha única do casal.

HOLLYWOOD: ENFIM, UMA ESTRELA


Ingrid hesitou muito em aceitar o convite de David O. Selzinick para estrelar a nova versão de Intermezzo nos Estados Unidos. Isso porque o marido não podia abandonar os estudos e Pia era ainda muito pequena. E foi só quando o grande produtor americano lhe ofereceu um contrato para fazer apenas um filme que ela se resolveu. Sua chegada a Hollywood foi simples, sem qualquer campanha publicitária.


Selzinick, que, a princípio, pensara em fazer Intermezzo com Charles Boyer e Loretta Young, acabou mesmo realizando o filme com Leslie Howard (que filmava ...E o Vento Levou) e Ingrid.

O filme foi um grande sucesso nos Estados Unidos e fora (foto acima). Na Inglaterra, o escritor Graham Greene, em sua coluna de Cinema, elogiou a espontaneidade da jovem atriz. Ingrid conquistou a América. Mas, já com um contrato de sete anos, ficou muito tempo sem filmar. Enquanto isso, fez uma peça, na Broadway, Lilliom, ao lado de Burgess Meredith, alcançando grande sucesso de crítica e público.


Agora, já estava com a filha a seu lado, mas não o marido, que não podia se ausentar da Suécia. Com a indecisão de Selzinick sobre que filmes Ingrid Bergman deveria estrelar em sua companhia, a linda sueca foi emprestada à Columbia, para fazer Os Quatro Filhos de Adão, e à Metro, para fazer Fúria no Céu.

Finalmente, apareceu uma oportunidade melhor: O Médico e o Monstro. Lana Turner tinha sido contratada para fazer a garçonete, mas Ingrid insistiu em que desejava o papel. Não queria fazer a inocente heroína. Apoiada por Spencer Tracy, que desempenhava o papel-título, ela conseguiu o que pretendia. E tinha razão. Sua atução foi elogiadíssima e, para alguns, ela era o único ponto alto do filme.


Novamente muito tempo parada, o que enervava Ingrid. Ela quer o papel principal feminino de Por Quem os Sinos Dobram, a guerrilheira Maria. Enquanto não consegue, surge uma oportunidade, Casablanca, ao lado de Humphrey Bogart, papéis que, anteriormente seriam de Ronald Regan e Ann Sheridan. Casablanca talvez tenha sido o melhor filme de Ingrid Bergman. Certamente, hoje, é o mais amado por seus fãs. Marco de um romantismo nostálgico, mantém, até hoje, a magia de há mais de 70 anos, simbolizada pela música tocada pelo pianista Sam (Dooley Wilson), " As Time Goes By".

Ingrid Bergman se apresentou à Paramount, no dia seguinte ao término das filmagens de Casablanca, para começar Por Quem os Sinos Dobram, ao lado de Gary Cooper. Os Sinos de Santa Maria, Quando Fala o Coração e Mulher Exótica foram lançados em fins de 1945, apesar dos esforços de Selzinick para que os estúdios responsáveis pelos três espaçassem mais os lançamentos.


Nessa época, Bergman visitou campos militares para divertir soldados e participou de campanhas de venda de bônus de guerra. Quando filmava Os Sinos de Santa Maria, ao lado de Bing Crosby e dirigida por Leo McCarey, os três ganharam Oscars respectivamente por À Meia Luz (Melhor Atriz) e O Bom Pastor (Melhor Ator e Melhor Diretor), o que proporcionou ao filme um grande sucesso comercial.

Ingrid ganhou o seu primeiro Oscar no filme À Meia Luz.

Em fins de 1945, Ingrid fez seu último filme com Selzinick, Interlúdio, pela segunda vez dirigida por Hitchcock e pela primeira vez ao lado de Cary Grant. E seu primeiro filme, depois desse longo contrato, foi Arco do Triunfo que, apesar do ótimo elenco, do diretor e dos custos de produção, teve um prejuízo de mais de dois milhões de dólares, o primeiro fracasso americano de Ingrid.


Ao fracasso de Hollywood, seguiu-se um sucesso na Broadway. Ela estrelou uma peça sobre uma atriz que fazia o papel de Joana d'Arc. Com esse papel, Ingrid ganhou os principais prêmios do ano. Ela resolvou, então, levar a história para a tela. Os roteiristas transformaram o original simplesmente numa versão da vida da Santa Joana.

Sucesso de público, principalmente na Europa, e um desastre do ponto de vista artístico. Mais um fracasso estava destinado à carreira de Bergman: Sob o Signo de Capricórnio, talvez seu pior filme e o pior de Hitchcock. Nessa ocasião, Ingrid já tinha escrito sua célebre carta ao diretor italiano Roberto Rossellini.


ROSSELLINI: UMA GUINADA DE 180 GRAUS


Impressionada com Roma, Cidade Aberta e, depois, ao ver Paisá, em Nova York, em 1948, Ingrid escreveu uma carta ao diretor desses dois filmes, o italiano Roberto Rossellini. Ela se dizia encantada com seu trabalho e se oferecia para fazer um filme com ele. Rossellini telegrafou agradecendo.


Enquanto filmava Sob o Signo de Capricórnio, Bergman se encontrava, acompanhada do marido, com Rossellini, em fins de semana, em Paris. Discutiam o primeiro filme que iam fazer juntos, After the Storm, mais tarde reintitulado Stromboli.

No princípio do ano seguinte, depois de receber o prêmio de Melhor Filme Estrangeiro do Ano, concedido pela Associação de Críticos de Nova York a Paisá, Rossellini se hospedou na casa dos Lindstrom.


Em março do mesmo ano, Ingrid Bergman chegava a Roma para filmar. Ali começava, realmente, a ligação profissional que se transformaria (ou já teria se transformado?) no grande romance que abalaria o mundo do Cinema.


Quando ela abandonou o marido e filha para ir viver com o diretor italiano, o público americano não a perdoou. Até no Senado, seu comportamento sofreu as mais severas críticas, acusada de ser uma "influência maligna, na degradação de Hollywood". Na Itália, ela dizia que precisava tentar alguma coisa diferente em sua carreira, estava cansada e descontente com o sistema hollywoodiano.

Ingrid Bergman em seu primeiro filme com Rossellini, Stromboli.

Bergman e Rossellini não comentavam os rumores do romance que diziam existir entre ambos, no princípio, porque ele também fora casado, e a validade de seu casamento, estava em discussão, nos tribunais italianos.


Somente quando Peter Lindstrom foi a Itália tratar da separação é que Rossellini admitiu querer se casar com Ingrid. E depois de uma conferência a portas fechadas com o agente de publicidade Joe Steele, Bergman anunciou sua decisão de abandonar o Cinema americano.


Em fevereiro de 1950, nasceu o primeiro filho do casal, Robertino. O escândalo se reacendeu. Mas muitos amigos da atriz lhe enviaram felicitações, demonstrando-lhe solidariedade: Charles Boyer, Cary Grant, Gary Cooper, Helen Hayes, Selzinick, Jennifer Jones e os escritores Steinbeck e Hemingway, entre outros. Ingrid e Rossellini se casaram ainda nesse mesmo ano. Em junho de 1952, nasceram as gêmeas Isotta e Isabella.

Depois de Stromboli, uma decepção, Ingrid fez mais cinco filmes dirigidos por Rossellini. Nenhum deles foi sucesso de bilheteria. Por isso, em 1955, quando o famoso diretor francês Jean Renoir convidou Ingrid para filmar com ele, em Paris, ela aceitou, satisfeita, com a concordância do marido. Ao lado de Jean Marais, Mel Ferrer e Juliette Grecco, interpretou uma princesa polonesa, em As Estranhas Coisas de Paris (Elena et les Hommes).


OUTRA GUINADA E OUTRO OSCAR


Convidada para a fazer a peça Chá e Simpatia, nos palcos de Paris, Ingrid levou meses aprimorando seu francês e ensaiando. Enquanto isso, algo aconteceu que mudou novamente toda a sua vida. Ela aceitou fazer o papel título em Anastásia, a Princesa Esquecida, ao lado de Yul Brynner. Foi a consagração mundial, novamente. Sua interpretação é maravilhosa. Os críticos saudaram sua volta aos grandes papéis. Em 1957, Ingrid Bergman voltou aos Estados Unidos para receber o prêmio da Associação de Críticos de Nova York. Dois meses depois, ganhava também o Oscar, recebido por seu amigo Cary Grant, pois ela não podia se ausentar de Paris, onde ainda estrelava Chá e Simpatia no teatro.

Em 1958, Ingrid se casou pela terceira vez, agora com o empresário sueco de Teatro, Lars Schmidt. O casamento com Rossellini tinha sido anulado por uma corte italiana. Em 1959, ela recebeu o Emmy (correspondente ao Oscar, na televisão americana), por sua interpretação em The Turn of the Screw.


Nos anos seguintes, Ingrid fez vários filmes e aparições em televisão, inclusive Stimulantia, novamente na Suécia, novamente no estúdio onde começara a carreira trinta anos antes, novamente dirigida por Gustav Molander, e contracenando com Gunnar Bjornstrand, seu colega de classe na Escola Real de Teatro Dramático. Foi uma nostálgica volta ao passado, num filme de oito episódios (um deles dirigido por Ingmar Bergman), dentre os quais o dela, o Colar, uma adaptação da história de Guy de Maupassant, muito bem acolhido pela crítica.

Ingrid Bergman, em 1967 esteve de volta à Suécia, onde atuou na TV em Stimulantia.

Aplaudidíssima no teatro, em 1965, na Inglaterra, na peça Um Mês no Campo, de Turgenev, e, no ano seguinte, numa memorável interpretação na tevê do monólogo de uma hora A Voz Humana, de Jean Cocteau, ela voltou ao teatro americano, com a peça de O'Neil A Mais Sólida Mansão, que dividiu a crítica nova-iorquina.


VOLTA A HOLLYWOOD


Mais de vinte anos depois de abandonar Hollywood, Ingrid Bergman voltou para trabalhar em dois filmes: Flor de Cacto e Caminhando Sob a Chuva da Primavera. No primeiro, uma comédia com Walter Matthau, ela mostra seu talento de comediante. No segundo, ao lado de Anthony Quinn, apesar de não gostar do filme, a crítica reconheceu sua emocionante interpretação de uma mulher sensível que, só tarde na vida, desperta para a sexualidade.


Em 1974, por incrível que pareça, Ingrid Bergman ganhou um Oscar na categoria de Atriz Coadjuvante. Mas é fácil de se explicar, Assassinato no Expresso Oriente, de Sidney Lumet, não tem papel principal feminino. É a adaptação cinematográfica de um romance policial de Agatha Christie, onde Albert Finney interpreta Hercule Poirot.

Ingrid Bergman atuando no filme Assassinato no Expresso Oriente, que lhe rendeu o seu segundo Oscar.

Em 1978, Ingrid interpretou seu último papel no Cinema (Golda, em 1981, foi feito para a televisão). Dirigida pelo grande Ingmar Bergman, reconhecidamente um cineasta especialista na alma feminina, ela trava uma batalha de interpretação com Liv Ulmann, na qual, provavelmente, uma estimulou a outra, e onde não há vencidos, mas um grande vencedor: o público, que pôde assistir a duas interpretações magistrais. Sonata de Outono (foto abaixo) foi a chave de ouro na carreira dessa maravilhosa sueca que tem seu lugar de honra entre as maiores atrizes de todos os tempos.

Ingrid Bergman morreu de câncer, em Londres, a 29 de agosto de 1982.

FILMOGRAFIA COMPLETA: https://www.imdb.com/name/nm0000006/#actress


Fonte de Pesquisa: Revistas Cinemin e Cinelândia.

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