Galeria de Estrelas | JOAN CRAWFORD

Atualizado: 21 de Out de 2019

A vida e a obra de uma das mais talentosas e poderosas estrelas que Hollywood já viu, Joan Crawford foi adorada por toda uma geração de fãs, acompanhem aqui, um pouco de sua milionária trajetória de sucesso.



A história de Joan Crawford é uma espécie de saga americana do século XX. Nasceu pobre, mas, citando uma antiga revista de Cinema, "às custas de coragem, ambição, trabalho duro, estudo e imaginação, tornou-se não apenas uma das mulheres mais ricas dos Estados Unidos, mas é também conhecida como uma das mais bonitas".




O verdadeiro nome de Joan era Lucille LeSueur. Nasceu em San Antonio, no Texas, no dia 28 de março de 1906. Não se lembrava do verdadeiro pai, mas suas recordações mais antigas eram da afeição pelo padrasto, Henry Cassin, um proprietário de teatro de Lawton, Oklahoma, cujo sobrenome ela adotou a princípio, sendo conhecida como Billie Cassin. Quando, um dia, ele desapareceu inexplicavalmente. começou para Joan a verdadeira luta pela sobrevivência e para tornar-se alguém. A sua mãe, Anna, matriculou-a numa escola particular, onde ela devia ajudar na cozinha e servir a mesa para pagar os estudos. Havia pouco aprendizado e muita escravidão. Joan fugiu. Trabalhou como ajudante de lavanderia, balconista e garçonete, e ganhou um concurso de danças, num café, em Kansas City. Passou alguns meses no Stevens College, mas, finalmente, conseguiu um emprego de corista, numa companhia itinerante. Com ela, Joan foi a Chicago, a Detroit, a Nova York!


A estreia de Joan na Broadway, como uma das coristas de Innocent Eyes, foi a única aparição nos palcos d Nova York. Mas a beleza lhe trouxe um teste no Cinema, um contrato, com a Metro, pequenas pontas e, afinal, um papel em A Mosca Negra (Pretty Ladies), em 1925, trouxe-lhe ainda um novo nome, uma nova silhueta (fez uma dieta rigorosa) e o começo da ascensão.





Na realidade, sua primeira aparição nas telas foi como dublê de Norma Shearer, nas cenas a distância, em Lady of the Night. Mas o filme que a lançou, realmente, como estrela foi Garotas Modernas (Our Dancing Daughters) em 1928. E seu sapateado foi o primeiro a se ouvir, no Cinema em Hollywood Revue of 1929. A partir daí passou a ser uma das Damas da Metro. Não era tão estrela como Greta Garbo ou Norma Shearer mas ultrapassou-as no tempo.


Na época em que filmava Sally, Irene e Mary, o estúdio e uma revista de Cinema promoveram um concurso para lhe dar um nome profissional. Aí nasceu Joan Crawford.


Seus filmes da década de trinta não são ruins, mas raramente são muito bons. Um dos melhores foi Manequim (Mannequin), de 1938, dirigido por Frank Borzage, onde Joan desempenha um papel que tem muito a ver com sua vida real - uma operária que alcança o sucesso no mundo da Moda, com a ajuda de Spencer Tracy.





Em 1929, casou-se com Douglas Fairbanks Jr., que também ainda era novato. Parecia que era uma vida cor-de-rosa, uma felicidade completa. Acariciavam-se e beijavam-se em público, mas o divórcio veio em 1933.


Dois anos depois, ela se casou com o ator Franchot Tone, de quem também se divorciou, em 1939, depois de tempestuosas brigas.


Em 1942, começou o terceiro casamento que, como os outros dois, coincidentemente, durou apenas quatro anos. O novo marido, também ator, foi Philip Terry.


Bons filmes ela fez com George Cukor - As Mulheres (The Women), em 1939, e Um Rosto de Mulher (A Woman's Face), em 1941.





Mas seu grande momento foi quando ela mudou de estúdio - da Metro para a Warner Brothers - e protagonizou Alma em Suplício (Mildred Pierce), em 1945, sob a direção de Michael Curtiz, que lhe valeu o Oscar. Com ela, estavam Zachary Scott e Ann Blyth.


Ainda no mesmo ano, Joan foi dirigida por Jean Negulesco, num filme considerado clássico no gênero - Acordes do Coração (Humoresque) -, onde ela se apaixona pelo violonista John Garfield (dublao pelo grande Isaac Stern), mas não consegue competir com a música: no final, ela o escuta tocar uma última vez e, depois, caminha mar adentro, num belo vestido de noite.


Depois de 1946, os filmes em que ela aparece com mais força são: Fogueira de Paixão (Possessed), de 1947, dirigido por Curtis Bernhardt, onde ela mata por amor a Van Helflin; Êxtase de Amor (Daisy Kenyon), de 1948, dirigido por Otto Preminger, quando ela saiu da Warner para a 20th Century Fox, contracenando com Dana Andrews e Henry Fonda; Caminho da Redenção (Flamingo Road), de volta à warner, em 1949, onde ela se apaixona por Sydney Greenstreet e é novamente dirigida por Michael Curtiz, que sempre conseguiu, mais do que os outros, despertar-lhe a sensobilidade; Precipícios d'Alma (Sudden Fear), em 1952, agora na RKO, dirigido por David Miller, quando ela descobre, de repente, como diz o título do filme em inglês, Medo Súbito, que seu novo marido (interpretado por Jack Palance) quer matá-la; Johnny Guitar, da Republic, em 1954, quando esteve soberba, dirigida por Nicholas Ray, num dos raros westerns realmente bons em que o astro principal é uma mulher.





Em 1955, Joan Crawford casa-se com Alfred Steele, o dono da Pepsi Cola. E, quando ele morre, é como Presidente da companhia que ela vem ao Brasil.


Com toda a certeza, não terá sido coincidência, mas, nessa época, sua carreira começava a declinar. Ela perdia o interesse pelo Cinema.


Finalmente, no último bom filme, depois de muito tempo desaparecida das telas - Que Foi que Aconteceu com Baby Jane? (Whatever Happened to Baby Jane?), em 1962 - contracena com outro "monstro sagrado", Bette Davis, num verdadeiro duelo de interpretações dirigida por Robert Aldrich e novamente na Warner Brothers.


Seu último papel foi no filme inglês Trog, em 1970. Ela morreu em 1976.






Joan Crawford foi o exemplo mais representativo da "Grande Estrela" de Hollywood. Criou personalidade cinematográfica muito cedo, baseando-a, evidentemente, na própria ascensão social desesperada. A aparência externa podia mudar um pouco, entre as décadas de trinta e cinquenta, mas, o símbolo é o mesmo: uma mulher decidida e dura que deseja as melhores coisas da vida e faria qualquer coisa para obtê-las - até matar. Ela acabou simbolizando o lado tortuoso do sonho americano.


Ela parecia uma estrela, comportava-se como uma estrela, e, afinal, na realidade, era uma estrela. Foi a única que veio do Cinema Mudo e hegou à decada de setenta, sem perder a condição de Grande Dama. E isso por causa da imagem que criou e por causa da grande ambição.


Um jornalista inglẽs, comentando Alma em Suplício e o Oscar que Joan Crawford ganhou com o filme, disse que "o prêmio foi a apoteose da ambiciosa personalidade artística que Crawford criou, uma mulher forte e inflexível que abriu o caminho para o sucesso, sem perder a feminilidade".


OS FILMES DE JOAN CRAWFORD



1928 - GAROTAS MODERNAS (Our Dancing Daughters), MGM. Um dos muitos filmes que celebrizaram Joan durante a sua fase da comédia e dos musicais. Já por essa época, estava ela querendo abandonar a dança e ficar apenas nos papéis dramáticos.



1931 - NESTE SÉCULO XX (This Modern Age), MGM. No papel de uma garota esperta e moderna, Joan surpreende a todos quando apareceu de cabelos louros. A seu lado: Pauline Frederick.



1931 - POSSUÍDA (Possessed), MGM. Um bom trabalho diante das câmaras foi esse filme com Clark Gable. Joan começa uma nova fase na carreira.



1932 - GRANDE HOTEL (Grand Hotel), MGM. Joan lucrou muito contracenando com John Barrymore, um dos mais famosos galãs da época.



1933 - VIVAMOS HOJE (Today We Live), MGM. História interessante em que Joan e Gary Cooper dividem as honras de estrelas. Ambos são artistas experimentados, o que contribuiu para o êxito do filme.



1933 - AMOR DE DANÇARINA (Dancing Lady), MGM. Retorno so musical, desta vez, porém, com igual parcela dramática. Clark Gable continua subindo com o apoio de Joan. Franchot Tone também esteve presente.



1934 - QUANDO O DIABO ATIÇA (Forsaking All Others), MGM. Os produtores novamente os reuniram. Joan Crawford e Clark Gable fizeram os fãs rirem um bocado com essa comédia.



1936 - MULHER SUBLIME (The Gorgeous Hussy), MGM. Época colonial americana. Joan é disputada por dois famosos cavalheiros: James Stewart e Robert Taylor. Apesar do elenco, o filme é fraco.



1945 - ALMA EM SUPLÍCIO (Mildred Pierce), Warner. Um dos seus melhores trabalhos para a tela, foi nesse bom filme que narra o esforço de uma jovem mãe em defesa do futuro da filha. Com Joan, premiada pela Academia, trabalhou a jovem Ann Blyth.



1946 - ACORDES DO CORAÇÃO (Humoresque), Warner. Ao lado de John Garfield, em um profundo drama de amor e paixão. Segura direção de Jean Negulesco. Na trilha sonora, Isaac Stern brilha na dublagem do violinista.



1947 - FOGUEIRA DE PAIXÃO (Possessed), Warner. Nenhuma relação tem com o outro filme do mesmo título original de 1931. É um drama psicológico, no qual Joan é constantemente vítima de alucinações. Van Heflin foi o principal intérprete masculino.



1949 - CAMINHO DA REDENÇÃO (Flamingo Road), Warner. Uma promissora figura que surge com Joan Crawford é David Brian. Se bem que o papel principal fosse de Zachary Scott. David aparece bem nesse drama dirigido por Michael Curtiz.



1949 - OS DESGRAÇADOS NÃO CHORAM (The Damned Don't Cry), Warner. Um forte impacto de emoções entre gângsters, onde o amor de uma mulher é rudemente esmagado pelos interesses. Filme policial em que brilha o trio Joan Crawford, Steve Cochran e David Brian.



1952 - A TRAGÉDIA DO MEU DESTINO (This Woman is Dangerous), Warner. A mulher de um gângster tudo faz para lhe salvar a vida, mas nada consegue. David Brian reafirma sua qualidade de ator. Dennis Morgan (na foto) é o médico compreensivo.



1953 - SE EU SOUBESSE AMAR (Torch Song), MGM. Primeiro filme totalmente colorido de Joan. Aqui ela aparece como uma famosa artista que tudo tem, mas que, no íntimo, é infeliz. Finalmente encontra num homem simples e cego (Michael Wilding), o amor de sua vida.



1954 - JOHNNY GUITAR (Johnny Guitar), Republic. Vibrante western no qual Joan domina todos, o tempo todo. Fria, calculista, mostra-se altiva até nos mais difíceis momentos. Sterling Hayden desempenha o papel-título.



1955 - FRENESI DE PAIXÕES (Female on The Beach), Universal. História de suspense dirigida pelo ex-ator Joseph Pevney. Nela, Joan se julga prestes a ser assassinada por Jeff Chandler. Mas Charles Drake soluciona o caso.



1955 - AMORES SECRETOS (Queen Bee), Columbia. Uma bela figura da sociedade encobre, com carinhos e doçuras, a perversidade e o egoísmo de uma alma. Junto, Barry Sullivan.



1956 - FOLHAS MORTAS (Autumn Leaves), Columbia. Cliff Robertson e Joan Crawford escutam o diretor Robert Aldrich durante filmagem de cena na praia. Um drama de amor que se fortalece através de choques psicológicos apesar dos obstáculos que surgem.



1962 - O QUE FOI QUE ACONTECEU COM BABY JANE? (What Happened to Baby Jane?), Warner. Em cena, Joan Crawford e Better Davis dirigidas magistralmente por Robert Aldrich num grande clássico da história do Cinema.


FILMOGRAFIA COMPLETA DE JOAN CRAWFORD


Trog, O Monstro da Caverna (1970)

Journey to Midnight (1968)

Espetáculo de Sangue (Berserk, 1967)

A Quadrilha do Karate (The Karate Killers, 1967)

Eu Vi Que Foi Você (I Saw What You Did, 1965)

Della (1964)

Almas Mortas (Strait-Jacket, 1964)

Almas nas Trevas (The Caretakers, 1963)

O Que Aconteceu com Baby Jane? (What Ever Happened to Baby Jane?, 1962)

The Foxes (TV, 1961)

Sob o Signo do Sexo (The Best of Everything, 1959)

Woman on the Run (1959)

A Donzela de Ouro (The Story of Esther, 1957)

Folhas Mortas (Autumn Leaves, 1956)

Os Amores Secretos de Eva (Queen Bee, 1955)

Frenesi de Paixões (Female on the Beach, 1955)

Johnny Guitar (1954)

Se Eu Soubesse Amar (Torch Song, 1953)

Precipícios d’Alma (Sudden Fear, 1952)

A Tragédia do Meu Destino (This Woman Is Dangerous, 1952)

Adeus, meu Amor (Goodbye, My Fancy, 1951)

A Dominadora (Harriet Craig, 1950)

Os Desgraçados não Choram (The Damned Don’t Cry, 1950)

Mademoiselle Fifi (1949)

Caminho da Redenção (Flamingo Road, 1949)

Êxtase de Amor (Daisy Kenyon, 1947)

Fogueira de Paixões (Possessed, 1947)

Acordes do Coração (Humoresque, 1946)

Alma em Suplício (Mildred Pierce, 1945)

Um Sonho em Hollywood (Hollywood Canteen, 1944)

Insuspeitos (Above Suspicion, 1943)

Uma Aventura em Paris (Reunion on France, 1942)

Eles Beijaram a Noiva (They All Kissed the Bride, 1942)

De Mulher Para Mulher (When Ladies Meet, 1941)

Um Rosto de Mulher (A Woman’s Face, 1941)

Uma Mulher Original (Susan and God, 1940)

Almas Rebeldes (Strange Cargo, 1940)

As Mulheres (The Women, 1939)

Folia no Gelo (The Ice Follies of 1939, 1939)

A Mulher Proibida (The Shining Hour, 1938)

Manequim (Mannequin, 1937)

Felicidade de Mentira (The Bride Wore Red, 1937)

A Última Conquista (The last of Mrs. Cheyney, 1937)

Do Amor Ninguém Foge (Love on the Run, 1936)

Mulher Sublime (The Gorgeous Hussy, 1936)

Só Assim Quero Viver (I Live My Life, 1935)

Adeus Mulheres (No More Ladies, 1935)

Quando o Diabo Atiça (Forsaking All Others, 1934)

Acorrentada (Chained, 1934)

Três Amores (Sadie Mckee, 1934)

Amor de Dançarina (Dancing Lady, 1933)

Vivamos Hoje (Today We Live, 1933)

O Pecado da Carne (Rain, 1932)

Redimida (Letty Lynton, 1932)

Grande Hotel (Grand Hotel, 1932)

Possuída (Possessed, 1931)

Neste Século XX (This Modern Age, 1931)

Almas Pecadoras (Laughing Sinners, 1931)

Quando o Mundo Dança (Dance, Fools, Dance, 1931)

Great Day (1930)

A Mulher que Perdeu a Alma (Paid, 1930)

Noivas Ingênuas (Our Blushing Brides, 1930)

Mulher... e Nada Mais (Montana Moon, 1930)

A Indomável (Untamed, 1929)

Donzelas de Hoje (Our Modern Maidens, 1929)

O Novo Campeão (The Duke Steps Out, 1929)

Sonho de Amor (Dream of Love, 1928)

Garotas Modernas (Our Dancing Daughters, 1928)

Entre Quatro Paredes (Four Walls, 1928)

Procelas do Coração (Across to Singapore, 1928)

Rosa Maria (Rose-Marie, 1928)

A Lei do Deserto (The Law of the Range, 1928)

Academia de Cadetes (West Point, 1927)

Prestígio Social (Spring Fever, 1927)

O Pirata Amoroso (Twelve Miles Out, 1927)

O Monstro do Circo (The Unknown, 1927)

Coração Compatível (The Understanding Heart, 1927)

Dançarina por Aluguel (The Taxi Dancer, 1927)

Espadas e Corações (Winners of the Wilderness, 1927)

Uma Aventura em Paris (Paris, 1926)

O Cavalheiro Pirata (The Boob, 1926)

O Andarilho (Tramp, Tramp, Tramp, 1926)

Ben-Hur (1925)

Sally, Irene e Mary (Sally, Irene and Mary, 1925)

Bodas Reais (The Only Thing, 1925)

Roupa Velha (Old Clothes, 1925)

A Mulher do Outro (The Circle, 1925)

A Viúva Alegre (The Merry Widow, 1925)

Escrava do Luxo (A Slave of Fashion, 1925)

A Mosca Negra (Pretty Ladies, 1925)

Jornada Romântica (Proud Flesh, 1925)


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Fontes de pesquisa:

IMDB, Wikipedia, Cinemin e Cinelândia.


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