JOHNNY WEISSMULLER | O Melhor Tarzan do Cinema

De todos os Tarzans da tela, Johnny Weismuller foi o que mais se identificou com o papel, permanecendo como um símbolo do próprio herói, e será eternamente lembrado pelos fãs.

No começo de 1931, a MGM não sabia o que fazer com as tomadas quie haviam sobrado de sua produção Trader Horn (Trader Horn), sobre uma deusa branca nas selvas africanas, com Edwina Booth, Harry Carey e Ducan Renaldo nos papéis principais, quando surgiu a ideia de aproveitá-las em filmes de Tarzan.


Convidado por Sam Marx e Irving Thalberg para um encontro no estúdio, Edgar Rice Burroughs, o criador do Homem-Macaco, enviou seu secretário Ralph Rothmund, para tratar com eles. As negociações envolveram ainda Sol Lesser, que tinha adquirido os direitos de filmagem de Tarzan. A MGM conseguiu a permissão desejada, porém Burroughs autorizou também a Lesser realizar filmes sobre Tarzan, impondo a certas condições. O herói teria que ser encarnado por James Pierce, genro de Burroughs, e as filmagens só poderiam começar após a conclusão da fita da MGM. Houve contudo outra versão, segundo a qual a questão foi decidida na justiça, pois Burroughs autorizara a MGM, sem mencionar os direitos de Lesser, julgando-os prescritos.

Escolhido para dirigir Tarzan, o Filho das Selvas/1932 (Tarzan, the Ape Man), W. S. Van Dyke, que havia firmado sua reputação com Trader Horn, começou a procurar o ator ideal para o Rei das Selvas. Depois de rejeitados Clak Gable, Charles Bickford, Johnny Mac Brown, Tom Tyler e alguns atletas, entre eles Buster Crabbe, aceitando a sugestão de Douglas Fairbanks, Van Dyke considerou seriamente Hermam Brix, mas teve de desistir, porque este quebrara o braço durante as filmagens de Touchdown, na Paramount.


Foi o roteirista Cyril Hume quem afinal "descobriu" o novo Tarzan na pessoa de Johnny Weismuller, nas piscina do hotel onde se encontrava hospedado.


Peter Johnny Weismuller nascera em Windberg, Pensilvânia, a 2 de junho de 1904. De criança franzina e doentia, sob os cuidados de Big "Bill" Bachrach, seu treinador de natação, transformou-se no atleta extraordinário, que se retiraria do esporte, imbatível e considerado como um dos maiores nadadores de todos os tempos. Nas Olimpíadas de 1924 (Paris), fazendo a prova dos 100m nado livre em 59" venceu os irmãos havaianos Kahanamoku, além de ganhar os 400 metros do sueco Borg com 5' 04" 2. Em 1928, nas Olimpíadas de Amsterdã, tornou a tirar o primeiro lugar nos 100 metros, quebrando o seu próprio recorde com 58" 6 e deixando para trás o húngaro Barany e o japonês Takaishi. A possibilidade de encarnar o personagem de Borroughs lhe agradava muito, mas havia um obstáculo: ele assumira compromisso como representante da firma de maiôs BVD. Esta empresa já havia criado problemas com seu assalariado por causa de sua breve aparição no filme Glorifying the American Girl/1929 (A Glorificação da Mulher). Nessa revista musical dramática, dirigida por Millard Webb e supervisionada por Florenz Ziegfeld, com Mary Eaton e vários convidados especiais (Eddie Cantor, Adolph Zukor, Helen Morgan, Rudy Vallee, Noah Beery, Texas Guinan, etc.), via-se Weissmuller segurando Mary nos braços, vestidos ambos como se fossem Adão e Eva.

Preocupada com o fato de que aquela imagem de seu empregado, coberto apenas por uma folha de parreira, pudesse prejudicar as vendas de sua mercadoria, o BVD obrigou a Paramount a cortar quase toda a cena, deixando somente os planos mais afastados. Entretanto, a MGM possuía bons advogados, e obteve a liberação de Weissmuller, concedendo à BVD permissão para fotografar todos os seus artistas contratados em trajes de banho, inclusive estrelas como Joan Crawford, Jean Harlow e Greta Garbo. Sabe-se que Weissmuller participou também de dois shorts esportivos, Big Splash e Water Bugs, ambos de 1931, e talvez em outros; mas contra estes a BVD não se opôs.


Tarzan, o Filho das Selvas (na reprise, Tarzan, o Homem-Macaco) foi rodado nos estúdios da MGM com todos os requisitos das produções classe "A", tendo o departamento de som providenciado o célebre berro, os roteiristas um dialeto tarzânico e, para as cenas mais arriscadas nos cipós, chamados os trapezistas The Flying Cadottas). O script de Hume guardava pouca semelhança com o Tarzan de Burroughs e omitia as referências à origem do Homem-Macaco, concentrando-se primordialmente nas relações românticas entre ele e a jovem inglesa Jane Parker, protagonizada por Maureen O'Sullivan (hoje mais conhecida como a mãe de Mia Farrow).


O segundo exemplar feito em Culver City, A Companheira de Tarzan/1934 (Tarzan and his Mate) tinha Jacqueline McKim dublando Maureen nas cenas subaquáticas e um desenlace sensacional com Tarzan provocando uma debandada de elefantes para salvar Jane.

No terceiro, A Fuga de Tarzan/1936 (Tarzan Escapes), reeditada uma primeira versão, The Capture of Tarzan, estreou a macaca Cheeta, responsável daí por diante pela parte humorística.

Na aventura seguinte, O Filho de Tarzan/1939 (Tarzan Finds a Son) surgiu a figura de Boy, o garotinho recém-nascido, único sobrevivente de um desastre aéreo, adotado por Tarzan e sua companheira.

No quinto filme, O Tesouro de Tarzan/1941 (Tarzan's Secret Treasure) Tarzan ia salvar Jane e Boy, seqüestrados por caçadores inescrupulosos.


No último, Tarzan Contra o Mundo/1942 (Tarzan's New York Adventure), o casal procurava Boy em Nova York, para onde fora levado para ser exibido num circo.

Depois do malogrado Tarzan, o Destemido/1933 (Tarzan, the Fearless), feito afinal com Buster Crabbe e não James Pierce, (face a uma renovação de contrato), Sol Lesser ainda tentou ganhar uns dólares com um cheap quickie, A Vingança de Tarzan/1938 (Tarzan's Revenge), filmado com Glenn Morris; mas o resultado foi outro fiasco.


TARZAN NA RKO


Quando a MGM se desinteressou pela série de Tarzan, Sol Lesser ofereceu um lance pelo contrato de Weissmuller e o levou (juntamente com Johnny Sheffield) à RKO. Maureen O'Sullivan, porém, não aceitou a proposta, forçando-o a omitir Jane nas duas primeiras fitas da RKO.


Na inicial, Tarzan, o Vingador/1943 (Tarzan Triumphs), Tarzan e Boy enfrentam os nazistas. Na segunda, Tarzan e o Terror do Deserto/1943 (Tarzan's Desert Mystery), os dois voltavam a lutar contra o Reich e, de quebra, uma aranha gigantesca. Na terceira aventura, Tarzan e as Amazonas/1945 (Tarzan and the Amazons), com a nova Jane (Brenda Joyce), recompunha-se o trio familiar da jungle. Na subsequente, Tarzan e a Mulher-Leopardo/1946 (Tarzan and the Leopard Woman), a exótica Acquanetta liderava uma tribo de "homens-leopardos" e ameaçava a paz na selva.

Nessa ocasião, cumprindo um contrato sem exclusividade que Lesser o deixara celebrar com a Pine-Thomas Productions, Weissmuller acertou a rodagem de Chamas de Ódio/1946 (Swamp Fire), sua única intervenção (excluídas as breves aparições em A Glorificação da Mulher e Noivas do Tio Sam (Stage Door Canteen/1943), sem ser na pele de Tarzan ou Jim das Selvas. Ele fazia um piloto da Marinha, dispensado em virtude de uma crise nervosa, que ia trabalhar num cargueiro fluvial. A seu lado na fita, Virginia Grey e o velho companheiro de piscina e de floresta, Buster Crabbe. Retomando a série Lesser, em Tarzan e a Caçadora/1947 (Tarzan and the Huntress) viu-se de novo envolvido com caçadores comandados por uma bela treinadora de animais.

A derradeira personificação do herói de Burroughs deu-se em Tarzan e as Sereias/1948 (Tarzan and the Mermaids), sem Boy (que em breve se tornaria Bomba, na Monogram) e com música de Dimitri Tiomkin. Nas filmagens, um acontecimento trágico: a morte do doublé de Weissmuller, Angel Garcia despencando-se dos altos rochedos junto ao mar, em Acapulco.

Quando tiveram lugar os entendimentos a respeito de novos filmes, Weissmuller pressionou Lesser para receber uma participação nos lucros e o produtor preferiu não renovar o contrato do ator, declarando à imprensa que ele estava sem forma física para o papel.


JIM DAS SELVAS


Sam Katzman, produtor da Columbia, ofereceu então a Weissmuller uma percentagem nas rendas para interpretar Jim das Selvas, personagem dos quadrinhos imaginado por Alex Raymond, o talentoso desenhista de Flash Gordon.


Entre 1948 e 1956, Weissmuller apareceu em 16 filmes de média-metragem. Os enredos eram geralmente absurdos, as caracterizações inverossímeis, o ambiente africano falso, a estupidez dos bandidos implausível e Jim gostava de se arriscar à toa.

Em 1955, Jungle Jim foi para a televisão (NBC), em 26 episódios de meia hora de duração, e a coisa, em vez de melhorar, piorou. À frente do elenco, Weissmuller, envelhecido e pesadão, encarava melancolicamente seu final de carreira, só voltando diante das câmaras numa "ponta" em The Phynx/1970.

WEISSMULLER MORREU


No dia 21 de janeiro de 1984, aos 79 anos, veio a falecer no México, vitimado por edema pulmonar. Sua morte emocionou os fãs do mundo inteiro, pois estes sabiam que jamais haverá outro Tarzan igual a Johnny Weissmuller.

Fonte de Pesquisa/Texto: Revistas Cinemin e A. C. Gomes de Mattos.

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