NOSFERATU, UMA SINFONIA DO HORROR (Nosferatu, Eine Symphonie Des Grauens, 1922)

1001 Filmes para ver Antes de Morrer

FILME nº 0015


Drácula, de Bram Stoker, inspirou um dos mais impressionantes filmes mudos já feitos. A obra adaptada e a mídia cinematográfica parecem casar de modo quase sobrenatural. O romance de Stoker, escrito em sua maior parte na forma de uma série de cartas, possui poucos diálogos tradicionais e muitas descrições, o que é perfeito para a narrativa essencialmente visual dos filmes mudos. Faz sentido que uma história sobre o eterno conflito entre a luz e as trevas seja transposta para um formato que consiste quase inteiramente na interação entre luz e sombra.

O diretor F. W. Murnau já havia se estabelecido como um astro do movimento expressionista alemão quando decidiu adaptar o romance de Stoker, rebatizado de Nosferatu após ameaças legais dos herdeiros do autor. Na verdade, depois de concluído, o filme escapou por pouco de uma ordem judicial para que todas as cópias fossem destruídas. Entretanto, no fim das contas, poucas coisas foram alteradas em relação ao romance de Stoker, exceto os nomes dos personagens, e o sucesso de Nosferatu acabou gerando dezenas de subseqüentes (e em sua maioria autorizadas) adaptações de Drácula.

Ainda assim, Nosferatu, mesmo passados tantos anos, se destaca da maioria dos filmes baseados no livro. Uma diferença essencial é a surpreendente presença de Max Schreck, cujo sobrenome significa "medo". Schreck interpreta o vampiro do título com uma simplicidade quase selvagem. Sua criatura da noite pouco difere dos ratos sob seu comando, arrastando-se institivamente em direção a qualquer traço de sangue com uma ânsia quase incontida.

Isso explica o terror de Hutter (Gustav von Wangenheim), que viaja para o castelo isolado do conde Orlock (Schreck) no alto dos Montes Cárpatos para ajudar o estranho homem a resolver alguns problemas legais. A simples menção do nome Orlock faz os moradores da cidade se calarem de medo e de temores de Hutter se aprofundam quando ele descobre que não há ninguém conduzindo a carruagem que o leva até o castelo. O próprio Orlock não o tranquiliza nem um pouco. Seus horários são estranhos e ele mantém Hutter preso em uma torre. Temendo por sua vida - principalmente em em razão da sede de sangue do seu raptor -, ele escapa e retorna a Bremen, na Alemanha. Porém Orlock o segue, interessado não em Hutter, mas em sua inocente esposa, Ellen (Greta Shröder): "Sua mulher tem um belo pescoço", comenta o conde. Da mesma forma que sua ligação com Hutter a ajuda a resgatá-la das garras de Orlock, Ellen descobre que também lhe cabe atrair a criatura até a sua (definitiva) extinção: ser vaporizada pelos raios do sol nascente.

Com Nosferatu, Murnau criou algumas das mais duradouras e apavorantes imagens do cinema: o conde Orlock a rastejar por seu castelo, projetando sombras assustadoras enquanto persegue Hutter; Orlock erguendo-se rijo do caixão; o conde, atingido por um raio de sol, enconlhendo-se de horror antes de desaparecer. Ele também introduziu diversos mitos sobre vampiros que não só alimentam outros filmes sobre Drácula como também permeiam a cultura popular.


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