O CINEMA CHEGA À CALIFÓRNIA | Histórias do Cinema


A GUERRA DAS PATENTES


Em cerca de 1907, havia grandes discussões em Nova York, a então Meca do Cinema norte-americano. Uns achavam o novo gênero um mero divertimento. Outros, no entanto, consideravam-no bem mais do que isso. Enquanto isso, a indústria cinematográfica passava a se utilizar de inovações técnicas, uma superatividade dos produtores, uma enorme concorrência e cada vez maiores negócios.


Enquanto isso, na Europa, os estúdios triplicavam o tempo de duração dos filmes. Os norte-americanos, a fim de combater a concorrência, passaram a fazer o mesmo - o que implicava em elaborar mais os enredos e a esmerar a linguagem. De 1907 a 1908, o número de fabricantes e importadores de filmes dobrou (de 50 passaram a 100) e o número de cinemas (os nickelodeons) multiplicou-se às centenas.

Umas das primeiras estrelas do Cinema norte-americano foi Florence Lawrence. Em 1908, da Vitagraph passou para a Biograph. Chegou a estrelar dois filmes por semana. Foi "The Biograph Girl" (A Menina da Biograph).

O cinema - o novo grande negócio norte-americano - acenava com lucros formidáveis. Mas, nos Estados Unidos, as três companhias pioneiras - a Edison, a Biograph e a Vitagraph - controlavam a indústria por meio de boicotes e processos. Mas, ao fim de um ano de muita briga e discussão, encontrou-se uma fórmula: no primeiro dia de 1909, as três companhias pioneiras assinaram um acordo com outras quatro (Kalem, Lubin, Selig e Essanay) e atraíram filiais francesas (Pathé e Meliès), além do mais importante distribuidor de filmes em Nova York - George Kleine. As nove firmas formaram um truste, a Motion Pictures Patents Company, com o fim de monopolizar o cinema, desde a compra de matéria-prima e aparelhos até a exibição dos filmes. Para a compra de matéria-prima, o truste assinou contrato de exclusividade com o maior produtor de filme virgem daquele país, a Eastman Kodak Company. Para controlar e regular o mercado exibidor, o truste criou um sistema de taxação: os exibidores teriam que pagar 2 dólares por semana pelo aluguel de projetores e filmes. Se algum exibidor se negasse a pagar, suas licenças seriam retiradas. Mesmo a contragosto, mais de 10.000 pequenos exibidores aceitaram a medida.

Havia, no entanto, um grupo de produtores, fora da Motion Pictures, que considerava a taxação injusta e alta demais. A princípio, a oposição deles não obteve resultado positivo. Mas, por meio de uma ação mútua - um acordo assinado a 20 de março de 1909 -, os independentes começaram a operar na ilegalidade, trocando filmes e contrabandeando projetores e aparelhos de filmagem. Iniciara-se a guerra das patentes.


À frente dos independentes, estava a Imperial Motion Pictures, do imigrante alemão Carl Laemmle (foto abaixo), ex-negociante de roupas, que teve a ideia de destinar uma porcentagem dos lucros de cada um a um fundo de ajuda mútua. Tal fundo ajudou decisivamente a sobrevivência do grupo contra o truste das 9 companhias.

A PROCURA DE UM NOVO CENTRO DE FILMAGENS


Além das sabotagens, saques e boicotes, os produtores independentes tinham outro inimigo em Nova York e Chicago - o inverno rigoroso na maior parte do ano. A Biograph já fizera experiências com luz artificial, mas o sol ainda era a principal fonte de iluminação das filmagens. Ao mesmo tempo, o Cinema procurava novos locais que servissem de cenário natural para as cenas. Alguns produtores chegaram a escolher a Flórida, mas desistiram porque, ali, o calor era insuportável. Outros foram até Cuba, mas fugiram das doenças tropicais. Outros, ainda, tentaram a costa oeste do país: a cidade de San Francisco, na Califórnia, era muito fria no inverno e bastante distante da fronteira mexicana, excelente local para uma rápida fuga, caso os advogados da Motion Pictures Patents Company tentassem alguma ação contra eles.

Ao fim de algum tempo, o Estado da Califórnia foi finalmente escolhido como local ideal. Faltava apenas encontrar o local acertado: um local ensolarado mas não muito quente - e bem próximo da fronteira mexicana.


Mas, a essa época, os membros da Motion Pictures Patents Company também procuravam outro local - também na costa oeste.

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Fontes de Pesquisa: Revista Cinemin.

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