OS SUPER-HERÓIS | Os Grandes Seriados do Cinema

Continuando a série iniciada há um tempo atrás, transcritas das páginas da saudosa Cinemin, nos anos 80, prosseguimos com um retrospecto da carreira cinematográfica dos dois maiores heróis voadores de todos os tempos, o Super-Homem e o Capitão Marvel.

Entre os seriados campeões de bilheteria na fase sonoro do Cinema estava O Super-Homem (Superman) e com ele se inaugurou a era dos super-heróis nas histórias em quadrinhos.


O Homem de Aço nasceu na revista Action Comics em 1938, criado por Jerry Siegel e Joe Shuster, e o personagem chegou às telas em 1941, primeiramente sob a forma de desenhos animados, realizados por Max e Dave Fleischer e distribuídos pela Paramount.

Era ao todo 17 cartoons coloridos, exibidos no Brasil com títulos como Super-Homem, O Autobala, O Terremoto Elétrico, O Vulcão, A Mão Infalível, Sabotagem e Cia., O Segredo da Múmia, etc., e neles foi utilizada a voz de Bud Collyer, o Super-Homem da versão radiofônica, transmitida pela Rádio Mutual Network.


Em 1940, a Republic Pictures tentara obter os direitos de produzir um seriado sobre o Super-Homem, mas seus esforços foram em vão, e resolveu procurar um outro super-herói na Fawcett Publications, surgindo desta negociação The Adventures of Captain Marvel, aqui intitulado curiosamente O Homem de Aço que, a rigor, era o apelido do kriptoniano indestrutível.

Surpreendentemente, nenhuma outra companhia se interessou pelo Super-Homem até 1948, quando Sam Katzman, um produtor que trabalhava para a Columbia, animou-se com o projeto, convocando para a direção Spencer Gordon Bennet e Thomas Carr.


Katzman tinha a fama de saber controlar muito bem os custos de produção, e em O Super-Homem ele conseguiu isso utilizando itérpretes relativamente desconhecidos, cenários já existentes no estúdio e filmagens em locações, prática que, na época, era econômica.


Quanto aos efeitos especiais, Katzman experimentou inicialmente seqüências de vôo ao vivo, suspendendo o ator por fios, e usando back projection de nuvens, porém como os fios apareciam na tela, terminou optando pelo desenho animado; entretanto, o ator foi dublado em apenas uma seqüencia pelo stuntman Paul Stader.

Kirk Alyn foi escolhido para o papel principal, mas seu nome somente aparecia nos créditos relacionado a Clark Kent e, estranhamente, ali se dizia que o Super-Homem era interpretado... "por ele próprio". Alyn faria depois mais três seriados na Republic, Daughter of Don Q/1946 (A Filha de Don Q), Federal Agents vs. Underworld Inc./1949 (O Segredo dos Túmulos) e Radar Patrol vs. Spy King/1950 (O Rei dos Espiões) e um na Columbia, Blackhawk/1952 (O Falcão Negro), tendo sido cognominado "O Último Rei dos Seriados".


Nos outros papéis de destaque estavam Noel Neil/Lois Lane (Miriam Lane), Pierre Watkin/Perry White, redator-chefe do jornal O Planeta Diário, Tommy Bond/Jimmy Olsen e Carol Forman como a malvada "Spider Lady", a rainha do submundo que ameaçava destruir toda a cidade de Metrópolis com um raio mortífero, e acabava sendo vitimada por ele.

Em 1950, a Columbia fez uma continuaçao, O Homem Atômico contra o Super-Homem (Atom Man vs. Superman), com direção apenas de Spencer Bennet, e ainda Kirk Alyn e Noel Neill liderando o cast, apresentando desta feita o arquiinimigo do herói, Lex Luthor, vivido por Lyle Talbot (usando uma peruca de latex para esconder seus cabelos das câmaras), coadjuvante de certo renome em longas-metragens na década de 30.

No ano seguinte, os produtores Robert Maxwell e Bernard Luber associaram-se ao colega Barney Sarecky e, sob o pseudônimo coletivo de "Richard Fielding", entregaram à Lippert o roteiro de um longa-metragem, Superman and the Mole Men.


A Lippert resolveu filmá-lo, não com Kirk Alyn, mas com George Reeves (foto abaixo), um ator que já tinha razoável currículo cinematográfico, pois havia participado de E O Vento Levou, trabalhado ao lado de Merle Oberon, Claudete COlbert e Marlene Dietrich em fitas de prestígio, em séries como Hopalong Cassidy e Jim das Selvas e, finalmente, conquistado o papel principal no seriado The Adventures of Sir Galahad/1949 (Os Cavaleiros do Rei Artur). Na nova versão do Super-Homem, Lois Lane (Miriam Lane) era Phyllis Coates e, por motivo de poupança, as figuras de Perry White e Jimmy Olsen foram extirpadas do script.

Entretanto, na série de tevê que os mesmos produtores jogaram no ar em seguida com o mesmo Reeves, eles voltaram sob a pele de Jack Larson e John Hamilton, criando-se ainda o personagem do inspetor William J. Henderson, da Polĩcia de Metrópolis, encarnado por Robert Shayne.


Nas seqüências de vôo, George Reeves começou alçado por fios, como uma marionete e, depois, o técnico Si Simonson providenciou um optical work extremamente competente.

Condensações de alguns dos 102 episódios, intituladas respectivamente Superman and the Jungle Devil (Super-Homem e o Demônio da Selva), Superman Flies Again (Super-Homem Voa de Novo), Superman in Scotland Yard (Super-Homem Polícia Secreta), Superman's Peril (Perigos do Super-Homem) e Superman in Exile (Exílio do Super-Homem), feitas em 1953/54, outros desenhos animados no vídeo e posteriormente os longas com Christopher Reeve, sem contar a retomada pela DC Comics atual nos cinemas, foram subseqüentemente apreciados pelo público; e o pobre George Reeves ficou tão marcado como Super-Homem que acabou se suicidando, por não conseguir sobreviver no mundo do Cinema.


O CAPITÃO MARVEL - O OUTRO HOMEM MAIS PODEROSO DO MUNDO


O Capitão Marvel podia voar como o Super-Homem, era tão forte, veloz e imune às balas quanto ele, e embora as suas aventuras na tela tivessem sido lançadas sete anos antes, os espectadores saudosistas sempre se lembram mais do seriado posterior.


O seriado da Republic O Homem de Aço/1941 (The Adventures of Captain Marvel), relançado em 1953 como The Return of Captain Marvel, mudou um pouco o personagem dos quadrinhos de C. C. Beck e Otto Binder, mas foi realizado com muito senso de profissionalismo, e há quem o considere um dos melhores.

O herói era personificado por Tom Tyler cujo rosto angular e físico privilegiado (Tyler fora campeão mundial de levantamento de peso) ajustavam-se perfeitamente ao papel.


O ator começara no Cinema no Ben-Hur silencioso, fizera inúmeros faroestes como mocinho, inclusive a famosa série The Three Mesquiteers, ocasionalmente aparecera como vilão, tal como aconteceu por exemplo em Stagecoach (No Tempo das Diligências), e chegou mesmo a encarnar um dos clássicos monstros da tela, Kharis, a Múmia, em The Mummy's Hand/1940 (A Mão da Múmia).


Entre os outros seriados que ele fez incluem-se Battling with Buffalo Bill/1931 (As Aventuras de Buffalo Bill), The Phantom of the West/1931 (O Fantasma do Oeste), The Jungle Mystery/1932 (O Mistério das Selvas), Clancy of the Mounted/1932 (As Aventuras do Sargento Clancy), The Phantom of the Air/1933 (O Avião Fantasma), The Phantom/1943 (O Fantasma Voador), e tinha portanto respeitável folha de serviço no gênero.

O bandido que o Capitão Marvel enfrentava era o Escorpião, mas, nos créditos, não saía o nome do ator; usava-se a voz de Gerald Mohr e, no episódio final, descobria-se que ele era o disfarce do personagem, Professor Bentley, vivido por Harry Worth.


O ponto alto do espetáculo, dirigido por William Witney e John English, eram as cenas em que o Capitão Marvel voava, nascidas da conjugação dos efeitos especiais providenciados por Harry Zydecker com as acrobacias do stuntman Dave Sharpe.

Nas cenas de vôo utilizou-se um boneco feito de papier-mâché, suspenso por fios, e os pulos de Sharpe de um trampolim escondido. Quando o herói aterrizava, Sharpe saltava de uma grande altura, filmado em câmara lenta, e, tocar o solo, começava a dar uma cambalhota; após um breve corte, Tyler completava a cambalhota, e olhava os bandidos com seu olhar penetrante.


No elenco, além de Frank Coughlin Jr. (como Billy Batson) e Louise Currie (como Betty Wallace), estava o veterano ator da cena muda, Nigel Brulier (como Shazam, o guardião do mausoléu sagrado no Sião que outorgava os maravilhosos poderes ao jovem ajudante de operador de rádio.

O seriado terminava com o Escorpião sendo desintegrado pelo próprio raio mortífero que inventara, e o Capitão Marvel voltava a ser Billy Batson numa nuvem de fumaça mágica.



Fonte de Pesquisa/Texto: Revista Cinemin/A.C. Gomes de Mattos.

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