ALÉM DA IMAGINAÇÃO, a série: UMA RETROSPECTIVA

Twilight Zone - ou Além da Imaginação, como ficou conhecida no Brasil - é um verdadeiro marco da televisão. O programa idealizado, escrito e apresentado por Rod Serling chegou em 1959, quando o meio ainda dava seus primeiros passos, mas sua exploração dos medos e paranoias da época se demonstrou verdadeiramente atemporal, graças à ótimos roteiros e um estilo único de apresentação e estrutura narrativa.

Antes da fama de Além da Imaginação, Rod Serling havia feito rádio (1946-1948) e, transferido para a televisão, atuando como produtor e escritor (Kraft Theater, Studio 1, US Steel Hour, Playhouse 90, Suspense, Danger). Seu primeiro script cinematográfico foi História de um Egoísta (Patterns)/1956, de Fielder Cook, um dos melhores exemplares da onda de versões de telepeças (no caso do próprio Serling) iniciada por Marty/1955, de Delbert Mann. Seguiram-se Deus é Meu Juiz (The Rack)/1956, de Arnold Laven (roteiro de Stewart Stern, baseado em telepeça de Serling); Irmão Contra Irmão (Saddle the Wind)/1958, de Robert Parrish; Réquiem Para Um Lutador (Requiem For a Heavyweight)/1962, de Ralph Nelson (também a partir de telepeça sua); A Senha do Crime (The Yellow Canary)/1963, de Buzz Kulik; Sete Dias de Maio (Seven Days in May)/1964, de John Frankenheimer, e O Planeta dos Macacos (The Planet of the Apes)/1968, de Franklin J. Shaffner (um primeiro tratamento, depois reescrito por Michael Wilson), entre outros.

Em 1965, desenvolveu uma série-western, The Loner, que só durou 26 episódios. Em 1969, voltou com outra série, Night Gallery, no espírito de Twilight, durou três temporadas. Nas duas primeiras, episódios de 50 minutos, com duas ou três histórias. Na última, tramas completas em 25 minutos. Serling participaria ainda em telefilmes como O Presidente Negro (The Man)/1973, de Joseph Sargent.

Agnes Moorehead, em The Invaders, uma interpretação memorável.

Entretanto, não é apenas a ele que se merece creditar o êxito de Além da Imaginação. Outros craques contribuíram com scripts, especialmente Richard Matheson. O fotógrafo George T. Clemens cuidou do elaborado acabamento visual. Na música, nada menos que a participação eventual de Bernard Herrmann e do então novato Jerry Goldsmith. A maquiagem, proeminente em certos capítulos, entregue ao conhecido Willian Tuttle. Dirigindo veteranos do Cinema (John Brahm, Norman Z. McLeod, David Butler, Robert Florey e Joseph Newman) e revelações do meio (Jack Smight, Lamont Johnson, Douglas Heyes, Richard Donner, Anton Leader, Don Medford, Buzz kulik).

Buster Keaton, um cidadão do século 19 perdido nos nossos dias: Once Upon a Time.

A mesma combinação de caras novas e velhos conhecidos verifica-se nos elencos. Futuros astros - Robert Redford, Burt Reynolds, Telly Savalas, James Coburn, Lee Marvin, Charles Bronson, Robert Duvall - ganharam oportunidades. Com eles, os mais variados estilos de interpretação: Gig Young, Burgess Meredith, Jack Warden, Anne Francis, Franchot Tone, Kevin McCarthy, Inger Stevens, John Carradine, Jack Elam; Elizabeth Montgomery, Joseph Schildkraut, Gladys Cooper, Estelle Winwood, William Shatner, James Best, Art Carney, James Whitmore, John Williams, Jack Weston, Agnes Moorehead, Fred Clark, Thomas Gomez, Jack Carson, Ida Lupino, Dan Duryea, Ed Wynn, David Wayne, Buddy Ebsen, Ann Blyth, Cliff Robertson, Jackie Cooper, Joan Blondell, Dennis Weaver, Donald Pleasence, Maggie McNamara, Mickey Rooney, Andy Devine, Carol Burnett, Sir Cedric Hardwicke, Martin Landau, Steve Cochram, Vera Miles, Gary Crosby, Richard Conte, Evereth Sloane, Richard Basehart, Phyllis Thaxter, Dean Stockwell e até Buster Keaton.

Possivelmente o mais apreciado de todos os filmes da série seja Tempo, Afinal (Time Enough at Last), dirigido por John Brahm e escrito por Serling a partir de um argumento de Lynn Venable. Nele estão contidas todas as características - inclusive o final surpreendente - que converteram Twilight Zone em perene sucesso. Burgess Meredith (foto acima) está excelente no bancário dominado pela esposa e pelo patrão, cujo prazer maior é a leitura. Quando uma explosão atômica o transforma em sobrevivente único, ele fica com todo o tempo do mundo para se dedicar aos livros. Será?

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Fontes de Pesquisa: Revista Cinemin (texto de Sérgio Leeman).

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